HAMILTON DE HOLANDA

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Novas maneiras de abordar o consumidor

 

No globo online dia 21/06/2011 :

Para os Kaiser Chiefs, o conceito de álbum – um disco pensado da primeira à última faixa, incluindo a capa e todos os seus detalhes – já era. Pelo menos, é o que parece pela inovadora, mas discutível, estratégia de lançamento do seu quarto trabalho, “The future is medieval”. Antes de ver a luz do dia, em formato “oficial”, na próxima semana, o disco já pode ser comprado, desde o começo deste mês, em versão “customizada” pelo público.

Para isso, basta acessar o site do grupo inglês (kaiserchiefs.com), ouvir trechos das faixas (são oferecidas 20), escolher dez, selecionar o desenho para a capa (e a cor do fundo também) e, pronto, você pode comprar a sua própria versão de “The future is medieval”. Pode também deixar sua versão no site ou oferecê-la nas redes sociais. Cada vez que alguém comprá-la, você ganha um troco. Parece um bom negócio, em sintonia com os dias atuais, participativos, de plena interatividade.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/06/20/kaiser-chiefs-exageram-na-interatividade-ao-entregar-fas-edicao-do-novo-disco-924727327.asp#ixzz1PuhsYtb6
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3 respostas a Novas maneiras de abordar o consumidor

  1. Em 18 jul às 6:45 

    Elias Barboza da Silva disse:

    É a tentativa de inovar. Mas o que seriamos de nós sem antológicos discos que tem uma característica única do início ao fim e que são a cara do artista? Cartola 74, Vibrações, Hamilton e Marco Pereira, Kind Of Blue. Ler a capinha, ler os comentários e tudo mais.

    Ta certo que está forma antiga acaba trancando discos antigos onde as gravadoras guardam a sete chaves e não liberam direitos. Mas tudo que é novo demora um pouco para ser aceito e no fim pode agradar.

  2. Em 13 set às 17:30 

    Vitor disse:

    É uma forma de inovar. Mas penso que o conceito de álbum não pode ser desprezado. Lembro de uma vez que o Ed Motta falava sobre não gostar de coletâneas exatamente porque nelas a música sai do conceito do álbum: a coletânea na maioria das vezes fica um conjunto de sucessos sem aquela liga, como se pegassemos as cenas que mais gostamos de vários efilmes e colocassemos em um só. Acho que tem espaço pra vários conceitos, mas imagine uma só faixa da Sinfonia Monumental jogada em uma coletânea?

    Mas claro, tem quem escute música e nem preste atenção no conjunto. Pra esses vale a coletânea, o fim do álbum, o frankenstein musical.

  3. Em 23 nov às 17:03 

    Carlos Bali disse:

    Acho válido as 2 formas, baixar música é algo que já é feito se delimitação territorial, é ótimo, você torna a música democrática, quem não tem grana pra comprar o disco, baixa o disco, e pode ir ao show. Mas o artista deve vender os discos também sobre tudo no show, porque abrir a caixinha do disco, sentir aquele cheiro de novo, a curiosidade em saber como é por dentro, as palavras inspiradas escritas para cada música instrumental por exmplo, o desenho, a configuração do disco, isso realmente é o maior barato. Votaria nos 2!

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