HAMILTON DE HOLANDA

BLOG / Arquivo do mês: dezembro 2013


Noite de choro e talento no Teatro Boa Vista com Hamilton de Holanda e convidados

por JC Online

Hamilton e Alessandro emocionaram o público /

Hamilton e Alessandro emocionaram o público

Um Teatro Boa Vista cheio recebeu de olhos e ouvidos atentos um time profissional da viola. O show Entre cordas e acordes reuniu no mesmo palco Hamilton de Holanda, Alessandro Penezzi, Bozó, Marcos César, Beto do Bandolim e Vinicius Sarmento na noite desta sexta-feira (29).

O bandolinista brasiliense de raízes familiares pernambucanas Hamilton de Holanda subiu ao palco por último, aproximadamente às 21h50. As belas melodias de Capricho do Sul, de sua autoria, e Disparada, de Geraldo Vandré, empolgaram o público.  Hamilton, que esteve há poucos mais de dois meses em terras pernambucanas na ocasião da Mostra INternacional de Música de Olinda (Mimo), tocou, interpretou e até brincou com a plateia.

“Vou fazer uma fantasia com uma música daqui de Pernambuco. Quero ver se vocês adivinham qual é”, desafiou. E a plateia correspondeu: não só decifrou os rítmicos versos da clássica Evocação nº 1, de Nelson Ferreira, como também cantou.

Com alguns minutos de atraso, o veterano Henrique Annes abriu as apresentações e tocou impecavelmente por cerca de 10 a 15 minutos. Em seguida, foi a vez do jovem violonista de sete cordas Vinicius Sarmento que, após um choro solo, contou com a presença de Beto do Bandolim. O duo emocionou com o diálogo do agudo do bandolim com o som mais grave do violão.

Bozó juntou-se aos dois músicos e o trio interpretou uma composição de Beto,Hamilton e Yamandu. “Para mim, é um prazer enorme poder estar aqui tocando com esses feras”, disse o bandolinista.  Bozó permaneceu no palco e foi a vez de Marcos César acompanha-ló no bandolim. A canção escolhida pela dupla foiTriunfando, escrita em homenagem à cidade de Triunfo junto a João Lyra.

Às 21h30, o violonista paulista  ALessandro Penezzi iniciou sua apresentação com o tocante É chorando que se aprende, de sua autoria. Prosseguiu com o quase tango Tenha tristeza e emendou após agradecer a oportunidade por estar no Recife naquela noite com Quando me lembro, do recifense Luperce Miranda. A plateia aplaudiu em pé a interpretação do músico.

Após o show do bandolim de Hamilton, todos voltaram juntos para o bis que o público pediu. Quatro violões e três bandolins choraram em uníssono relembrando Jacob do Bandolim.