HAMILTON DE HOLANDA

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Dia do Choro é celebrado em data alusiva aos 118 anos de Pixinguinha

 

Há 118 anos, nasceu um dos maiores compositores brasileiros, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. Em homenagem a essa data, comemora-se todo 23 de abril, desde 2000, o Dia Nacional do Choro.

O gênero musical surgiu no século XIX, como uma mistura entre ritmos africanos e europeus. No século seguinte, grandes nomes do choro, como Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazaré deixaram enorme contribuição para o gênero, que serviu de base para outros e contribui, até hoje, para a formação da cultura brasileira.

“Choro e samba são gêneros irmãos”, diz Hamilton de Holanda

Para um dos principais expoentes do chorinho atual, Hamilton de Holanda, o choro “é um formador da personalidade cultural do brasileiro”. Segundo ele, “o choro é o primeiro gênero musical brasileiro, só de ser assim, já tem importância grande, além de ter uma ligação forte com gênero irmão, que é o samba”, explica. “O que mais me encanta no choro é a mistura de informalidade com a música elaborada”, completa.

Nascido em família de músicos, o encantamento do artista com o choro remonta à infância. Aos cinco anos ganhou do avô, como presente de natal, um bandolim. Desde então, ao longo da carreira, acumulou prêmios e se apresentou em diversos países do mundo. E o que percebe, em suas andanças, é um interesse crescente pelo gênero.

“Há 15 anos viajo pelo mundo. No começo, eu reparava que as pessoas se identificavam muito com o ritmo e o choro em si não era tão conhecido mas, de uns tempos pra cá, sinto interesse maior do público. O estrangeiro em geral gosta muito da música brasileira”, avalia.

Hamilton revela ainda que, quando morava em Brasília, chegou a ligar para o assessor do então senador Artur da Távola para sugerir a criação do Dia do Choro. A sugestão foi aceita e a data escolhida foi 23 de abril, dia do nascimento de Pixinguinha. “Isso foi em abril ou maio. Em setembro, a lei foi sancionada pelo presidente”, relembra o músico.

“Pixinguinha cristalizou o choro como gênero musical do país e também o samba, junto com Donga e sua turma. Ele é um dos pilares da formação cultural brasileira”, explica o bandolinista Hamilton de Holanda.
Parceiro de uma das bonitas homenagens ao mestre, o samba ‘Som de Prata’, ao lado do craque Paulo Cesar Pinheiro, que foi parceiro de Pixinguinha, Moacyr Luz diz que o criador do choro deveria ser santificado.

“Quando compusemos ‘Som De Prata’, a conversa girava em torno do encantamento da sua morte. O gênio da música brasileira fora à igreja da Nossa Senhora da Paz abençoar mais um afilhado. Sentado num dos longos bancos do salão, tombou e morreu antes de subir ao batistério. Perdemos o artista. Nascia um santo”, disse.

O historiador Luiz Antônio Simas faz coro com as palavras de Moacyr Luz e Hamilton de Holanda e põe Pixinguinha no topo. “Ele tem uma importância talvez maior que a de Villa-Lobos. Um músico de primeiríssima, que não se restringia ao choro, mas ao fox, polca, à valsa, ao maxixe, à marchinha. Era fantástico em tudo o que fazia”, diz Simas.

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