HAMILTON DE HOLANDA

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Hamilton de Holanda no II Festival Internacional de Bandolins da Madeira

 

Participar do II Festival Internacional de Bandolins da Madeira foi uma honra, uma experiência maravilhosa. Foi um daqueles momento que levarei para sempre guardado comigo. A começar, a ilha tem uma tradição impressionante com o bandolim. É incrível e estimulante ver a enorme quantidade de orquestras do instrumento com gente de todas as idades. São mais de 15 orquestras tanto com crianças, quanto com pessoas mais velhas.

A chegada já nos sinalizou que seria uma viagem marcante. As emoções começaram ainda no ar, com o pouso. Funchal, cidade da Ilha da Madeira, além da fama musical, também é conhecida por ter um aeroporto de difícil aterrissagem. Pudemos experimentar um pouco dessa experiência, com um pouso cercado de muita tensão. Estava ventando muito e percebíamos as tentativas do piloto de descer, chegando a arremeter duas vezes. Mas apesar da aflição, já dava para ver que o lugar é lindo. E, além do visual, a ilha nos cativou com a sua hospitalidade. Fomos muito bem recebidos tanto pelo público quanto pela galera responsável pelo Festival. Os anfitriões Norberto Cruz e sua querida esposa Lidiane Duailibe foram de uma gentileza conosco, nos deixaram como se estivéssemos em casa.

Para que tudo ocorresse como o esperado, o Festival contou com o apoio institucional do governo e do Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira. Logo na primeira noite, três orquestras se apresentaram e fiz uma participação ao final. Foi um momento muito bonito, no qual pude tocar com um pouco mais de 60 músicos incríveis de todas as idades produzindo aquela sonoridade especial de orquestra de bandolim. A maior parte era bandolinista, mas ainda havia violão, baixo e bandola.

Na sequência, subi ao palco com Thiago da Serrinha e Guto Wirtti. E logo na primeira música já nos sentimos bem acolhidos pelo público. Foi uma forte vibração muito rápida, que nos pegou de surpresa. Começamos com “Capricho de Raphael”, que contou com solo do Thiaguinho, do Guto e com um longo aplauso da plateia. Nos sentimos realmente em casa, o que nos deixou bem à vontade no palco. Em um outro momento do show, cantei “Carinhoso” e os brasileiros da platéia me acompanharam em um coro afinado, matando ali um pouco das saudades das músicas de Pixinguinha.

A noite terminou com muita comida típica da região. Saíndo da música e indo para a gastronomia, pudemos apreciar outras maravilhas do lugar. Comemos polvo, uma espécie de concha chamada lapas e um peixe espada maravilhoso que vive a mais de 700 metros de profundidade.

Aqui, pudemos ver que parte da economia vem da plantação de banana e da produção de vinho. É a terra do famoso, forte e encorpado vinho madeira. Segundo eles, foi a bebida que brindou a independência dos EUA.

Outra coisa muito impressionante é o fascínio e a importância do Cristiano Ronaldo para a região. Além de o aeroporto da cidade levar o seu nome, e de ter um busto dele – famoso por não ter ficado parecido- como ponto turístico, há um museu sobre o jogador em uma área bem bonita de frente para o mar.

As pessoas foram muito calorosas. Acho que população de ilha tem essa maneira especial de receber os visitantes. Então saímos de lá muito felizes esperando voltar em breve e impressionados com o carinho e com o amor que eles têm pelo bandolim.

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