HAMILTON DE HOLANDA

BLOG / Autor: hholanda


Casa de Bituca

Casa de Bituca é a oportunidade de celebrar dois universos: o quarto disco do grupo Brasilianos comemorando 10 anos de existência e uma homenagem a Milton Nascimento, um dos maiores músicos brasileiros vivos, de quem todos do Hamilton de Holanda Quinteto somos fãs. Casa de Bituca, foi gravado, contando com o ensaio, em dois dias. Em junho de 2016 fomos para o estúdio com a intenção de gravar alguns vídeos, nos reunir para celebrar a data e levantar um novo repertório para um show. Selecionamos aleatoriamente algumas das tantas composições e sem muito pensar nasceu Casa de Bituca. Entre mixagem, edição, muitos shows e viagens o tempo passou. No final ainda de 2016 reunimos em juiz de fora para gravar com o convidado de honra Milton e como ele diz os amigos! Decidimos também chamar a querida Alcione para cantar e arrasar em Travessia. Uma das músicas do repertório tem um historia paralela “Mar da Indiferença”, gravada inicialmente instrumental, composição que Hamilton e eu fizemos no meio do desgosto de ver a banalidade de uma foto de uma criança refugiada morta estampada nos jornais. A canção nos serviu como antídoto a catarse do fim do mundo e ambos sentimos que nela tinha apoderado-se o DNA de Bituca e para completar a homenagem decidimos inclui-la em Casa de Bituca. Até janeiro de 2017 ficamos pensando se colocaríamos voz ou não e na dúvida Hamilton decidiu ele mesmo cantar com a elegante ajuda de nossas crianças, esposas e os bebês do Dani e do Musy como a renovação na esperança. Viva Bituca! Viva Brasilianos e que venham mais 10, 100 mais 1000 anos celebrando a amizade e música!

Ouça na sua plataforma preferida:

iTunes: http://apple.co/2oTlOi4
Spotify: http://spoti.fi/2pGhTJl
Appple Music: http://apple.co/2oQbiaG
Deezer: http://bit.ly/2ptCtvB
Google Play: http://bit.ly/2qez0Ss
Napster: http://bit.ly/2oFkEdU

Em construção.. Casa de Bituca!

Em breve, as portas da Casa estarão abertas para poder receber o público. Não haverá restrições de horário de visitação e, logo, as entradas estarão disponíveis no balcão da Biscoito Fino.

Ela foi construída sobre um solo bem brasileiro, moldada por um mineiro, planejada e erguida por um quinteto de pedreiros sensacionais que estão comemorando 10 anos de parceria, com uma série de edificações já expostas ao público.

Ela está viva. É uma morada que pulsa num andamento único e que te atrai para o interior. Adentrar por entre as suas paredes é daqueles poucos momentos que sacodem a alma da gente. Apesar de não verbalizar, é abarrotada de significados. Cada um a verá de uma forma diferente. Lá você poderá remontar memórias, momentos, sentimentos, sensações, estudá-la ou somente apreciá-la. É fácil se perder e ficar horas por ali, então aproveite e brinque com suas travessias, com suas esquinas e suas pontas.

Ao todo, tem 11 cômodos bem singulares. A arquitetura da maior parte deles vocês já devem conhecer, mas foram erguidos a partir de uma releitura. Foram olhares, mãos e pensamentos que trouxeram uma bagagem única com traços peculiares marcantes, tornando o já conhecido em algo completamente novo.

Uma dica que a equipe sempre dá é: entre com os pés descalços e deixe os sapatos na soleira, para sentir melhor a base que a sustenta.

Seja bem vindo e fique à vontade nesse nosso ambiente que tem um quê de mata, de tempero e de jogar malha. Ela cresce para todos os lados. Nela tudo cabe. E, por fim, permanecerá em nós. Vem aí, CASA DE BITUCA, novo CD do Hamilton de Holanda Quinteto.

Hamilton de Holanda comemora aniversário no Baile do Almeidinha

Hamilton de Holanda celebra seu aniversário com edição classuda do Baile do Almeidinha, nesta quinta, no Circo Voador. A noite festeira contará com convidados de peso, a começar pelo cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo. A cantora, multi-instrumentista e atriz Lucy Alves estará presente desfilando um repertório irresistível, depois o som se tornará grave com a presença do renomado baixista Arthur Maia. Hamilton receberá ainda o violonista Daniel Santiago, parceiro de Hamilton no aclamado Quinteto Brasilianos. O brasiliense Esdras Nogueira faz o show de abertura. Na discotecagem, com o seu repertório imbatível: DJ Lencinho. Os portões abrem 20h30!

Hamilton de Holanda e sua magnífica banda (Eduardo Neves – sopro, Aquiles de Moraes – Trompete, Guto Wirtti – baixo acústico, Xande Figueiredo – bateria, Thiago da Serrinha – percussão, Rafael dos Anjos – violão, e Marcelo Caldi – Acordeon), realizam dois sets de 1h15 com clássicos da música brasileira que passam por Tom Jobim, Pixinguinha e Paulinho da Viola, além de composições autorais.

Agora os ingressos do Baile do Almeidinha são vendidos antecipadamente. O primeiro lote sai por R$ 20. Aproveitem!

Participações: Geraldo Azevedo + Lucy Alves + Arthur Maia + Daniel Santiago
Abertura: Esdras Nogueira
Pista: DJ Lencinho
Data: Quinta, dia 30 de março de 2017
Abertura dos portões: 21h
Ingressos a partir de R$ 20.

Crônica sobre um tal Almeidinha…

Há quatro anos que os amantes do Baile do Almeidinha se perguntam quem é esse tal Almeidinha que dá nome ao Baile comandado por Hamilton de Holanda, que virou sucesso em todo Brasil ?

Almeidinha, servidor público exemplar, pessoa integra que tem a ética como o seu bem. Dedicado, dono de um alegre sorriso estampado, trata igual à todos. Na sua cartilha defende o funcionalismo público à que se dedicou por inteiro e diz “ Minha profissão é injustamente mal afamada, e muito em virtude desses apadrinhamentos e uso político-eleitoreiro que sempre se fez dele, principalmente a pouca vergonha da barganha para favores eleitoreiros. E você que me conheçe sabe que não sou adepto da carteirada ou do infame Sabe com quem você está falando?”. Por isso não acha graça ou admite piadinhas do tipo. Acredita que quem exerce honradamente a sua função e atribuição merece total reconhecimento e isso desenrola enveredando numa teia das suas teorias “ Veja os professores, dedicam toda uma vida à nos formar cidadãos e qual a valorização que recebem? Nenhuma! O que ganham? Quase Nada perto da responsabilidade de alimentar as almas dos alunos. Precisam de ter outro trabalho, plano de saúde e o que ganham mal se dá para colocar comida no bucho. É dar muito pouco e querer demais e depois reclama-se dos cidadãos que temos?”.

Mas não é só de trabalho que vive Almeidinha, ele adora a vida através da pespectiva de seus selos, com eles realiza seu sonho de voar e faz um alerta – “Coleção de selos não é o mesmo que filatelia, seu estudo. Um verdadeiro filatelista é como um detetive que está sempre atento aos pequenos detalhes.” Pode passar horas, dias, semanas ou anos viajando pelo mundo sem sequer sair de casa, sempre na tentativa de desvendar qualquer vestigio que revele por onde andou, qual tipo de cola ou mistura disponíveis e a maneira utilizada por exemplo o dedo, um pincel ou os labios e por ai vai…

No começo da infância a sua coleção, tipica de todo iniciante, não seguia nenhum critério, a variedade era tão grande quanto a curiosidade, até que com os anos decidiu-se especializar na sua outra paixão de colecionador – seus passaros – ou melhor seus melhores amigos: canarios, arapongas, rolinhas, corrupiões, pardais, pintassilgos e rouxinois. A dedicaçnao de Almeidinha é tanta que pode-se até sem diploma chama-lo de Ornitólogo com especialidade na Canaricultura de estudo relacionado exclusivamente sobre a criação de canários de cativeiro “ Vc sabia que para um pardal, a média de 250 vezes por segundo de abertura e fechamento das cordas vocais é o necessário para produzir as melodias maravilhosas que ouvimos.  E que esta variedade de contrações musculares permite que cada pássaro tenha um repertório próprio para sua espécie, destinado a cada situação.” Ele acha tudo isso incrivel !!

Almeidinha está em seu paraiso mora em casa própria, herança dos pais, e pouco precisa para sobreviver. Assim pode se dedicar as suas paixões..

Mas numa sexta-feira de carnaval, de ponto facultativo, foi trabalhar. O calor infernal o barulho das buzinas e gritaria das pessoas, a sujeira colorida das calçadas o fez sentir o peso do fim de um expediente que nada aconteceu. A volta para casa de poucas conduções disponiveis foi tranquila pois diferente dos outras voltas o trem estava vazio, chegou em casa tirou sua calça de linho e camisa branca engomada suada quando de repente viu a ponta de um iceberg que até hoje procura por seus limites, uma tragédia! Um de seus prediletos, “o Barão”, tinha sido devorado pelo gordo gato do vizinho  Almeidinha caiu duro no frio chão de ladrilhos, e por lá ficou por algum tempo.

Levantou e não acreditou o que tinha acontecido. Olhou para aquele monte de gaiolas e por mais doido que possa parecer se viu repetido em cada uma delas. A unica coisa que era diferente era a cor da sua camisa e seu canto. Será que tinha morrido? pensou. Será que estou louco? E olhava para as gaiolas e os varios clones pulavam de um lado para o outro cantando. A cena de Dali, ele conhecia bem dali pelo um selo comemorativo que tinha recebido de um amigo da repartição que sabia de sua paixão filatelista. De volta a gaiola ele começøu a sentir caustrofobia e as barras frias mais pareciam uma, uma, uma prisão….Prisão ? Mas eu amo meus pássaros, compro a melhor ração, agua filtrada, limpo as gaiolas todos os dias, aprecio seus cantos suas conversas. Um dia li numa revista enquanto esperava no consultorio dentário que a grande variedade de notas musicais registradas pelos pássaros nos cantos matinais tem sido através dos séculos motivo de inspiração para músicos, poetas, artistas e qualquer indivíduo que tenha o prazer de ainda poder ouvir o canto dos pássaros onde mora. “

Mas que coisa é esse que está acontecendo? Foi pela sua incapacidade em gritar que deu um grande estalo e começou como num espelho perceber que apesar de tudo, esses passaros mereciam liberdade, mereciam voar coisa que hoje até imagino que não saibam mais. Talvez se até abrir essas gaiolas por mais cuidadas que sejam, nunca se comparará a voar na briza do campo pousar no alto de uma mangueira e saborear uma manga , um jambo, uma jaca mole pois é e acoado na lembrança de tantas tentativas, em seu departamento, de suborno – e aquela gaiola vazia que tinha cido cena de um crime passional,  Almeidinha teve pela primeira vez em seus 42 anos de existencia, uma explosão de emoções foi quando uma coisa nova o libertou –  Soltar em voz altiva um palavrão:  PUTA QUE PARIU !!!

E apartir dai Almeidinha nunca mais foi o mesmo……

Uma noite pra Jacob

O público se amontoava na estreita calçada da Carioca para conseguir entrar na Casa do Choro. Alguns já vislumbravam a possibilidade de acabar ficando do lado de fora. Minutos depois que as portas foram abertas, o Auditório Radamés Gnattali lotou e muitos subiram os andares para poder, ao menos, assistir a transmissão pelo telão do restaurante. O evento de tamanha procura era a entrega oficial do bandolim de 10 cordas de Jacob do Bandolim ao Hamilton de Holanda, que aconteceu na última terça feira, 14 de fevereiro.

O espetáculo se deu no dia em que Jacob completaria 99 anos e foi o marco para a abertura de uma série de celebrações pelo centenário do bandolinista. O evento- que acabou tendo duas sessões devido a grande demanda do público- contou não só com a entrega do instrumento, mas também com apresentações de diversos músicos. Para a felicidade do público fãs de choro, mais de 10 bandolinistas subiram ao palco, cada um apresentando suas singularidades, ora acompanhados de Luciana Rabello, Rogério Caetano, Maurício Carrilho e Marcus Thadeu, ora sozinhos.

A poderosa força comunicativa da musicalidade de Jacob se fez presente toda a noite. Entre um bandolim e outro, o público permanecia atento, decodificando os sons presentes na memória coletiva. Estava claro a potência produzida pelo músico. A noite contou com momentos nostálgicos, com personalidades dos tempos de Jacob e com a geração que o escuta através do computador. Hamilton recebeu o instrumento e leu uma carta de agradecimento que abarçava a sua relação com a música e com o bandolinista, deixando clara a importância fundamental daquele gigante para a música brasileira.

O bandolim que acabava de ser entregue oficialmente para Hamilton, para a surpresa de muitos, tem 10 cordas. Tal fato era desconhecido. Não há fotos ou registros sabido pelos músicos. Sobre isso, Hamilton comenta “em 2015 veio a descoberta, pelo menos pra mim, que o nosso mestre Jacob também teve o bandolim de 10 cordas. Era o elo que faltava para ter certeza de que esse instrumento é muito especial e já fazia parte do inconsciente coletivo dos bandolinistas.”

É comum instrumentos famosos ou que pertenceram a grandes músicos serem expostos em museus e galerias ou ficarem guardados em grandes coleções. A Casa do Choro resolveu fazer diferente. Ao receberem alguns dos instrumentos que pertenceram a Jacob e que estavam sob a posse do Instituto Jacob do Bandolim, decidiram passá-los à grandes músicos, para que eles pudessem continuar soando por aí. “Resolvemos que não iríamos deixar o instrumento exposto numa redoma, nem íamos vendê-lo. Escolhemos curadores para esses instrumentos. A gente entende que ele vai ficar o tempo que o Hamilton achar que deve ficar com ele e depois ele vai, no mesmo movimento, fazer esse instrumento circular entre os mais novos, pensando naquele que está se destacando, se dedicando com mais afinco ao instrumento”, disse Luciana Rabello, presidente da Casa.