HAMILTON DE HOLANDA

BLOG / Autor: mportinari


Futuro da Propaganda

achei interessante e compartilho

    .

Idéias de um mundo globalizado

aqui uma foto que é auto explicativa

e dois videos sobre o futuro dos negócios
o primeiro dentro da maravilhosa plataforma TED.COM para quem não conheçe um local com pensadores, artistas, dando seu ponto de vista este aqui é de Lisa Gansky

    este outro é de Gerd Leonhard

    Henry Ford tinha perguntado às pessoas o que elas queriam, elas teriam dito, “cavalos mais rápidos”, porque não sabiam que havia algo completamente diferente e melhor. Foi um comentário provocante, preparando o palco para suas visões sobre o futuro dos negócios, tecnologia e como os consultores de negócios seriam impactados.

Lewis Hyde: entre as ideias e o mercado

Os dilemas da propriedade intelectual e a relação entre artista e mercado são objeto de estudo do ensaísta americano Lewis Hyde, que há três décadas escreve sobre o que chama de “a vida pública da imaginação”. Pesquisador do Centro de Internet e Sociedade da Universidade de Harvard e professor de escrita do Kenyon College, Hyde gosta de se definir como “poeta, tradutor e acadêmico freelancer”. A partir de sua dupla experiência como artista e pesquisador, publicou em 1983 o livro “A dádiva” (lançado aqui recentemente pela Civilização Brasileira, com tradução de Maria Alice Máximo), no qual reflete sobre a a dificuldade de tratar obras de arte como mercadoria. O livro se tornou um sucesso especialmente entre artistas, como se pode notar pelos elogios efusivos de escritores como David Foster Wallace, Margaret Atwood, Zadie Smith e Geoff Dyer exibidos no site do autor.

No livro, Hyde usa o conceito antropológico de “dádiva” (no sentido de “dom” ou “doação”) para definir a relação entre artista e público: segundo o autor, assim como na troca de dádivas, essa relação é marcada por um vínculo emocional que não existe na simples troca de mercadorias. Assim, “as obras de arte existem simultaneamente em duas ‘economias’: a economia de mercado e a economia de doação”, o que leva o artista a “sofrer uma constante tensão entre a esfera da doação, à qual sua obra pertence, e a sociedade de mercado, que é seu contexto”, escreve. Essa tensão pode ser ilustrada, por exemplo, pela figura do artista que quer fazer sua obra circular pela internet, mas encontra empecilhos legais ou financeiros para isso.

Autor de outras obras sobre o tema, como o recente “Common as air” (“Comum como o ar”, inédito no Brasil), que discute a história da propriedade intelectual do século XVIII até os tempos de Creative Commons, Hyde conversou por e-mail com o GLOBO sobre os impasses contemporâneos na legislação sobre propriedade intelectual. Hyde mostrou acompanhar os debates sobre o tema no Brasil e criticou a postura da ministra Ana de Hollanda na polêmica sobre direitos autorais.

Você resume seu campo de estudo como “a vida pública da imaginação”. Como defini-lo e quais são os principais desafios nesse campo?

LEWIS HYDE: Tanto a poesia quanto a política sempre foram importantes para mim desde a juventude, e a expressão “vida pública da imaginação” tenta capturar isso. Conversando com um amigo, Goethe uma vez respondeu à pergunta “Quem sou eu?” da seguinte forma: “Guardei e usei tudo que vi, ouvi e observei. Minhas obras foram nutridas por incontáveis indivíduos, inocentes e sábios, brilhantes e estúpidos. Infância, maturidade e velhice me trouxeram seus pensamentos, suas perspectivas de vida. Frequentemente colhi o que outros plantaram. Meu trabalho é obra de um ser coletivo que carrega o nome de Goethe”. Concordo com essa imagem. Grandes criadores são “seres coletivos”, não indivíduos isolados. Quanto ao “principal desafio”, é o impulso político de privatizar tudo, especialmente, agora, as artes e ideias. Não me oponho à propriedade privada nem à “propriedade intelectual”, mas é preciso haver um equilíbrio entre o privado e o comum. O equilíbrio tradicional está sob ataque.

Em “A dádiva”, você especula sobre relações entre propriedade intelectual e culturas baseadas na dádiva. Como a noção de “dádiva” pode ajudar a pensar a propriedade intelectual?

HYDE: Por trás de sua pergunta há outra: o que é “propriedade”? Em “Comum como o ar”, respondo com uma antiga definição: “propriedade é um direito de ação”. Se sou o proprietário de uma casa, há muitas ações que posso tomar em relação a ela (pintá-la, vendê-la, emprestá-la a um amigo…) e também há ações que não posso tomar — como, por exemplo, usá-la para estocar armas nucleares. Se tenho o direito de dar algo, então isso também é um tipo de propriedade, baseada na dádiva. Normalmente falamos de “propriedade intelectual” só em termos de um direito de excluir, mas poderíamos facilmente pensá-la em termos de um direito de doar. Muitos pesquisadores entendem que não há como ganhar muito dinheiro com suas ideias; eles preferem vê-las em circulação. Artigos publicados em periódicos acadêmicos são por isso chamados de “contribuições”. São propriedades baseadas na dádiva. No livro, tento esclarecer até que ponto muito do que pensamos hoje como “propriedade intelectual” é também propriedade comum, baseada na dádiva.

O livro trabalha com a noção de “bens culturais comuns” (cultural commons). Como você a define?

HYDE: Os bens culturais comuns são aquele grande estoque de arte e ideias que herdamos e que continuamos a criar. Os escritos de Shakespeare, Mark Twain, Tolstói, José de Alencar; o conhecimento sobre como fazer aspirinas e motores a vapor ou transístores; tudo isso e mais.

Em “Comum como o ar”, você defende a importância de conhecer o debate por trás da noção contemporânea de “propriedade intelectual”. O que é preciso saber sobre a história desse debate?

HYDE: Esse argumento é desenvolvido em mais de 100 páginas, então é difícil dar uma resposta breve. Mas aqui vai um resumo. No século XVIII, se o Estado lhe dava direitos sobre uma obra, ele não estava reconhecendo um direito natural à propriedade, estava conferindo um monopólio. Você tinha o privilégio, por um tempo limitado, de controlar a expressão que havia criado. O limite de tempo era importante porque, na experiência europeia, o controle perpétuo da expressão havia sido frequentemente uma ferramenta de despotismo. Postos em termos positivos, os limites ao monopólio ajudaram a criar uma esfera pública de debate aberto e deliberação, que, por sua vez, ajudou a criar nações autogovernantes.

E como as leis atuais de direito autoral afetam a circulação daquelas obras e ideias que você considera bens culturais comuns?

HYDE: O direito autoral se expandiu imensamente desde sua invenção no século XVIII. Em sua origem, esse direito garantia até 28 anos de controle sobre cópias integrais de uma obra. Além do mais, para garantir esse controle o autor tinha que registrar a obra, pagar uma pequena taxa, e colocar uma notificação de direito autoral no livro impresso. Tudo isso mudou. Na maioria dos países, a exigência de registro caiu e o termo de propriedade pode durar até um século. Nesse e em muitos outros sentidos, o direito autoral se expandiu incessantemente, e cada expansão significa um cerceamento do que antes era comum.

Na sua opinião, o que organizações como o Creative Commons podem fazer para modernizar as leis atuais de propriedade intelectual?

HYDE: Muitos projetos procuram ampliar o conceito de bens culturais comuns trabalhando dentro da lei. O Creative Commons é o mais conhecido, oferecendo já há uma década um pacote de licenças que permitem que os proprietários publiquem suas criações sob termos mais liberais do que os oferecidos pela lei de direito autoral padrão. Um compositor amador pode, por exemplo, lançar suas canções sob uma licença “Atribuição — Uso Não Comercial” que diz, essencialmente: “Qualquer um é livre para copiar essa música, remixá-la ou adaptá-la, desde que me cite como autor e não a use para fazer dinheiro”. Ou um poeta que se preocupa com a integridade de seus textos pode usar a licença “Atribuição — Uso Não Comercial — Não a Obras Derivadas”, que diz a mesma coisa, mas acrescenta que usuários “não podem alterar, transformar nem acrescentar nada à obra”. As licenças Creative Commons permitem que milhões de obras circulem sem os problemas de permissão e taxas que automaticamente afetam todo material protegido por direitos autorais. Devo dizer que não entendo a ordem recente da nova ministra da Cultura brasileira, Ana de Hollanda, para a retirada da licença Creative Commons do site do ministério. Para dizer o mínimo, a mudança oferece a oportunidade de discutir os propósitos do direito autoral.

Além do Creative Commons, que outras iniciativas você destacaria?

HYDE: Aplaudo o movimento pelo “Livre Acesso” (“Open Access”) encontrado hoje em muitas instituições de ensino superior. Nos Estados Unidos, muitas universidade, incluindo Harvard, pedem que os professores coloquem suas pesquisas na internet para download grátis. A adesão é voluntária, mas o Acesso Livre está se tornando um procedimento padrão nas publicações acadêmicas. Outro movimento importante exige o “uso justo” (“fair use”) dos direitos. As leis americanas estipulam que “o uso justo de obras protegidas por direito autoral… para fins como crítica, comentário, jornalismo, ensino (incluindo múltiplas cópias para uso em sala de aula) e pesquisa não infringe o direito autoral”. Muitas comunidades criativas têm trabalhado nos últimos anos para esclarecer esses direitos. Em alguns sentidos, o Brasil está à frente dos Estados Unidos nessa questão do “uso justo”. Nos Estados Unidos, é ilegal contornar as restrições de DRM (sigla para “Digital Rights Management”, ou “Gestão de direitos digitais”), mesmo que para uso considerado “justo” em circunstâncias normais. Até onde sei, no Brasil é possível quebrar o DRM sem quebrar a lei, desde que não se cometa violação de direito autoral. Além disso, um detentor de direitos que usa DRM que restringe ações permitidas pela lei brasileira está sujeito a multa.

Em “A dádiva”, você fala sobre a dificuldade de conciliar as esferas da prática artística e do mercado, mas diz que, ainda assim, é preciso buscar essa conciliação, sem prejudicar a porção de “dádiva” da arte. Que conciliação é possível?

HYDE: Há três ou quatro respostas possíveis. Assumindo que existe uma verdadeira incongruência entre ganhar a vida e fazer arte, muitos artistas escolhem uma vida de pobreza voluntária. Vivem com pouco e constroem sua obra. Em segundo lugar, há sociedades que reconhecem esse problema e apoiam artistas de maneiras não-mercadológicas. O patronato era uma forma arcaica desse tipo de apoio, e hoje temos fundações privadas e bolsas públicas. Em terceiro lugar, muitos artistas têm um segundo emprego, removendo da arte o fardo de ter que pagar suas contas. Até ensinar a própria arte é uma espécie de segundo emprego (eu mesmo ensino escrita, o que não é a mesma coisa que escrever). Por fim, existem aqueles poucos felizardos que vivem diretamente de seu trabalho, romancistas, pintores e dramaturgos de sucesso. Bravo para eles.

fonte

proza online

http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/default.asp?a=96&periodo=201103

O futuro dos negócios – Não venda, se engaje

You’ve either heard me say it, or you have read it here many times, ” The Future of Business is not a skill set, it’s more about how we think”. For some reason business owners always end up at tactics, they come back to the ground level and try to do what they have always done. A great example is the Old Spice Campaign, they went out and created an amazing series of commercials, ran them and missed out on the most important part. Engaging with the audience! Instead they went right to tactics to get more views and more followers instead of actually talking to their audience. They really missed the boat here, they blew it big time. What happened, it became just another advertising campaign that was clever and amusing.

We are entering a huge crisis for business owners, it gets more urgent the longer you wait to educate yourself on how business really is today, and will be tomorrow. Part of the challenge is in the business owners head, they believe they know what is happening, and they don’t want to look foolish either, so they plod along not asking for help.

With everything going mobile and social, more and more to tiny screens, some on larger surfaces, we are moving away from what we have always done. We used to be people of the book, now we are people of the screen (a Kevin Kelly quote). In fact, Kevin wrote a bitty on 6 trends:

1.) Screening
ubiquitous screens everywhere, and all things on every screen. We are becoming people of the screen

2.) Interacting
we’ll interact with books with gestures, voices, hands, and in non-linear modes

3.) Sharing
reading will become an increasing social activity, and books will weave together into a shared library

4.) Accessing
shifting from owning books to having instant, constant access to books

5.) Flowing
moving away from static, fixed pages to streams and flows, as in Twitter, RSS feeds, Facebook walls, Netflix, lifeblogs.

6.) Generating
value will come from uncopyable attributes generated around books instead of in copies of books.

I’ll let Kevin Kelly fill you in on the details of these 6 trends, which he wrote about in 2008, I’m just going to touch on a couple.

Everything is flowing now, it’s endless rivers of content, endless streams. Business today is shifting and flowing from one thing to another. We are going from pages to streams, the PC to the cloud, from Today to NOW (real-time streams), from me to we, from items to data.  Gerd Leonhard claims Data is the new Oil, how we harness that data can determine much of our success in the marketplaces. Today, everything generates a stream everywhere. Gary Vaynerchuck calls it our legacy, the trail of digital crumbs that we publish on the Internet is how people will remember us.

Ultimately, our business world online is shifting to a very uncomfortable place, we live in a world where everything is moving to free, or feels like free. Someday soon, like music, all books will eventually be $0.99, and will stay in long tail for many years, generating longer cash-flow. We have been moving to where the only things of value are things that can’t be copied. Business owners need to realize, where ever the attention flows, money will follow.

The psychology of tomorrows entrepreneurs is simple, they want lifestyle not work-style, they will look for ways to get attention, this attention will provide the lifestyle many of us have worked for 30 years to get. They will do it in months instead of years. These entrepreneurs don’t value ownership, ownership of home, ownership of car, they are for more willing to rent, the shift from ownership to rental, where access is better than ownership. The likes of Netflix and services of that nature are driving this new theology. It’s not skill set, it’s how we think, we need to pay attention, listen more, and we have to build things that can’t be copied, like Trust. How do you build trust, get to know your audience, interact and build relationships. Don’t sell, just engage.

      from:

      http://owengreaves.com/the-future-of-business-dont-sell-just-engage/

      video

      http://ht.ly/472da

Porque os cartões de crédito não serão o futuro do Pagamento Online

Bill Zielke is senior director of Merchant Services at PayPal, which recently announced the initial rollout of Mobile Express Checkout. Bill is responsible for the development and marketing of product strategies related to PayPal, and for counseling merchants with product recommendations.
The concept of credit has been around for centuries. Starting in the early 1800s, local merchants allowed trusted customers to make purchases without paying the total cost upfront. This intuitive concept allowed sellers to reach a larger base of customers who could then pay their debt over time. The idea of enabling purchases by extending credit spread quickly, and in the early 1950s, a seminal moment occurred: the invention of the credit card.
Over the next half century, the credit card and buying on credit concept became entrenched in countries across the globe, particularly so in the United States. Today, we’re beginning to see signs of changing consumer behavior when it comes to making purchases, particularly in the online world.
In fact, I’d argue we’re now at an inflection point, as recent global economic woes have combined with the continued rise of alternative payment methods to finally mount a serious threat to the traditional credit card. In fact, in a recent report by Javelin Strategy & Research noted that “online use of credit cards continues to decline, representing a sustained and ongoing change in consumer behavior,” before going on to state that total payment volume from credit cards fell from 44% in 2009 to 40% in 2010.
As the Internet emerged as a global marketplace where people can purchase goods and services without ever leaving their homes, the credit card, with its snazzy designs and black stripe on the back, has become outmoded. Today’s savvy consumer expects a different experience, and the bottom line is the credit card wasn’t designed with the Internet in mind (and certainly not with an Internet-connected mobile device).
Using a credit card to complete an online transaction is riddled with functional deficiencies. One of the most basic examples: we can all agree that it’s downright painful to have to repeatedly type in your credit card number and security code every time you go to make a purchase online, right? And from a merchant’s perspective, the cost of accepting credit cards — and the associated hidden fees — can make accepting payments online prohibitively expensive. Clearly it’s easy to see why credit-based products that were designed from the beginning for the online experience are rapidly gaining market share.
When it comes to mobile commerce the differences between credit cards and alternative payment methods are even more pronounced. Sure, a little device that allows you to take credit card transactions via a mobile phone is nice, but it’s far from revolutionary.
Meanwhile, so-called alternative payment providers with their digitized, multicurrency networks are enabling consumers to transact by simply swiping a mobile device or even bumping mobile phones together. This is the notion of the “mobile wallet” starting to be realized.
The mobile device holds the key to the future of payments, for both consumers and merchants, because it blurs the lines between online and offline. I predict it won’t be long before the credit card will be the alternative payment method and services that were designed for the online experience from the start will become the norm.
Don’t buy it (pun intended)?
Consider the following from the Javelin report:
The total dollar volume of online alternative payments sales grew to almost $43 billion in 2010, up from approximately $34 billion in 2009.The total dollar volume of online alternative payments sales is projected to reach $86.6 billion by 2015.46% of online consumers have used an alternative payment within the past year.36% of online shoppers use an online alternative payment option due to “greater protection from fraud or other misuse of my information.”91% of online consumers have used PayPal, while 24% have used Checkout by Amazon and 9% have used Google Checkout.So what do you think? Will you still be using a credit card in five years or will the mobile wallet be your reality?