HAMILTON DE HOLANDA

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Rápidos pensamentos sobre tocar um instrumento musical 2

Sinto-me sempre começando. Todo dia vejo que a relação com a música é cada vez mais pura e mais sincera. É como uma relação entre amigos, ou um casal, ou até mesmo pai e filho: o tempo proporciona uma intimidade, que, junto com ela chega uma sinceridade daquelas igual a de uma criança, sem filtro.
 Dentro dessa busca constante pela excelência, beleza, música de arte, música de coração, me deparo com essa sinceridade da música comigo. Sempre quando toco, quero a profundidade, mas também a coisa despretenciosa, só pela diversão, com humor, como contar um piada. Pois é. Hoje estava aqui tocando e me toquei pra uma coisa: quando a gente estuda, pratica sozinho, já tem que ser definitivo. Como assim? Se eu estiver praticando uma música, ou mesmo um exercício, já imagino que tem um monte de gente me vendo, como se já fosse o show; ou então como se eu estivesse em um estúdio gravando. É muito saudável acostumar a cabeça e os dedos a estarem nessa sensação de ‘fazer música’. Dá uma segurança na hora que precisa. Em outras palavras: é muito importante praticar acertos! O ouvido agradece; a música também. Se não for assim, aquela sinceridade – pro lado crítico – vai aparecer. 
Seja na música erudita – onde essa ‘perfeição’ é fundamental – ou na popular, acho que vale essa prática de acertos. Na música dita ‘popular’ temos uma liberdade maior, e por vezes um erro vira um acerto porque podemos improvisar.
 Uma boa maneira de praticar é gravar os estudos. Quando tinha meus 15 anos, me lembro de estudar o Chorinho pra ele do Hermeto dessa maneira. Eu gravava várias vezes até chegar ao ponto onde sentia a intimidade com os acertos, e a partir daí a música virava ‘de coração’. Antes ainda: me lembro de gravar uma fita cassete a cada final de ano, durante uns 10 anos, junto com meu pai e meu irmão, que dávamos de presente de natal para familiares e amigos. Era uma maneira de prestar atenção na evolução.
 A música gosta dessas repetições. Eu percebo que ela sempre agradece, mostrando novos caminhos e apresentando sua infinita beleza.

T̩rcio Ribeiro РLuthier

O luthier do meu bandolim, Tércio Ribeiro.

segue seus contato (21) 39705675       tercioribeirodesousa@ig.com.br

http://www.jazzmando.com/trcio_ribeiro.shtml

Luthier ou lutier é um profissional especializado na construção e no reparo de instrumentos de corda com caixa de ressonância, mas não daqueles dotados de teclado. Isto inclui violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, violas da gamba e todo tipo de guitarras (acústica, elétrica, clássica), alaúdes, archilaúdes, tiorbas, e bandolins. A palavra luthier é francesa e deriva de luth (“alaúde”). O termo luteria (do francês lutherie) ou luteraria designa a arte da construção de instrumentos de cordas ou, por metonímia, o ateliê ou loja desses instrumentos.

Uma grande referência de luthier é Antonio Stradivari, ou Stradivarius, como era conhecido. Outros luthiers famosos são Nicolò Amati (1596 — 1684), que foi o mestre de Stradivari, e Giuseppe Guarnieri (1698 – 1744), também discípulo de Amati – todos cremoneses.

Concerto em Brasília – 22.02.2011

Hamilton de Holanda e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.

Correio Braziliense

Orquestra sinfônica se une a Hamilton de Holanda para apresentação beneficente

por Nahima Maciel

Uma vez por mês, Hamilton de Holanda gosta de tirar do armário o livro de sonatas e partitas de Johann Sebastian Bach. Pratica e volta às origens da música ocidental, tudo com o bandolim. A afinação é a mesma do violino para o qual as peças foram escritas, há mais de 300 anos, e Hamilton aprecia o efeito. A familiaridade do bandolinista com o universo erudito e a música de concerto rendeu alguns frutos e é para mostrá-los que ele sobe hoje ao palco da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, para um concerto solidário com a sinfônica da casa. A intenção é arrecadar fundos destinados às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro. Será o primeiro concerto para o público da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), com o maestro Cláudio Cohen como regente titular.

No repertório, Hamilton incluiu Pros anjos e Flor da vida, composições próprias, além da Suíte retratos, de Radamés Gnattali. O compositor criou orquestração para que as duas peças, originalmente escritas para bandolim, pudessem ser acompanhadas pela orquestra. A habilidade de Hamilton é sem limites. Ele inventou uma técnica com a qual consegue reproduzir toda a orquestra em seu bandolim de 10 cordas. “O instrumento vira uma mini-orquestra na minha mão”, brinca. Transpor as notas para partituras que podem ser tocadas pelos 90 músicos da sinfônica foi trabalho natural. “É diferente porque é muito trabalho. As ideias estão na cabeça de qualquer maneira e ficam lá fritando. Na hora que escrevo para a orquestra, claro, o bandolim é solista. Não faço uma coisa muito difícil, mas claro, tem que ter uma dificuldadezinha, um desafio para o músico.”

Pros anjos, gravado originalmente no CD Esperança (2010), é uma mistura de valsa e ritmos do samba inspirada em Heitor Villa-Lobos e no violinista argentino Agustin Barros. “Ele é o Chopin do violão, todo mundo toca”, garante o compositor, que dedicou a peça a Oscar Niemeyer e Lucio Costa. Flor da vida, uma valsa escrita para a mulher, Cinara, tem melodia romântica e melancólica e foi gravada em 2009 no disco Luz da aurora, uma parceria com Yamandú Costa.

Durante a Suíte retratos, o palco fica por conta das cordas. “Vamos tocar como ela foi escrita, para uma orquestra de cordas”, avisa Hamilton. Quase um bolero, a peça de Gnattali terá Pedro Vasconcelos no cavaquinho, Valerinho no pandeiro e Rafael dos Anjos, irmão de Hamilton, no violão. Sem os convidados, a orquestra toca também a Bachiana nº 4, de Villa-Lobos, e uma dança de Camargo Guarnieri. “É um concerto bem brasileiro”, avisa Cohen. E afetivo. A Bachiana nº 4 foi a primeira peça tocada pela orquestra em público. Em 1979, o então maestro Claudio Santoro escolheu a obra de Villa-Lobos para inaugurar o Teatro Nacional.

Cordas Elixir

Aos amigos músicos,

Essa corda é realmente muito boa. Dura bastante, tem um brilho bonitão e o timbre como um todo, especial.

Eu uso a medium. Como ainda não tem jogo completo pro bandolim 10 cordas, uso no quinto par a corda de violão de aço, também da elixir, .53. É o som mais equilibrado, entre agudo e grave, que encontrei.

Fotos – Viva Baden