HAMILTON DE HOLANDA

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5 anos de Baile do Almeidinha

Que baile! Hamilton de Holanda e a banda A Magnífica fizeram uma apresentação especial de comemoração pelos cinco anos do Baile do Almeidinha, no dia 10 de agosto! Foi uma noite emocionante em homenagem ao gigante Luiz Melodia e ao Jorginho do Pandeiro, que iria participar da última edição no Rio de Janeiro, mas por motivos de saúde não pode estar presente, vindo a falecer alguns dias depois.

A banda voltou ao Circo Voador depois de uma turnê pela Itália e por Portugal. Coincidentemente, foi a sua exata 100ª edição! Desde o seu surgimento já recebeu mais de 200 convidados ilustres, sempre com a nossa super banda no palco. Nessa edição, eles contaram com a participação do cantor e ator Alexandre Nero, que soltou o gogó e botou a galera pra cantar junto músicas de Luiz Melodia num coro comovente. Também rolou a apresentação de 3 gerações de pandeiristas num momento incrível dedicado a Jorginho do Paneidro: Celsinho do Pandeiro (filho de Jorginho), Marcos Suzano (discípulo de Jorginho) e Bernardo Aguiar (discípulo de Suzano).

A noite foi uma síntese do que foram esses 5 anos de Baile. A galera mergulhou no gingado e acompanhou o ritmo e a emoção que estava sendo produzida no palco.

E o que seria desses anos de Baile sem os seus personagens? Segue aqui um pouco sobre cada um. Confira!

Hamilton de Holanda, nosso comandante:

Esse bandolinista meio carioca, meio brasiliense é um músico do mundo com a alma essencialmente brasileira. Começou a carreira ainda menino, aos 5 anos de idade e desde então não parou mais. Já são mais de 32 lançamentos em 36 anos de profissão. Do choro ao jazz, tudo ressoa natural e incrível entre os seus dedos. É o nosso Jimmy Hendrix do bandolim. E é com toda essa experiência e virtuosismo que bota a galera pra dançar, requebrar, pular ou só escutar o seu bandolim de 10 cordas ao lado dos seus parceiros de palco!

Marcelo Caldi, nosso sanfoneiro:

Além de um super querido, é um grande arranjador, cantor, compositor e um dos principais responsáveis pela revitalização da sanfona no cenário contemporâneo brasileiro, passeando com ela por diversos gêneros musicais. Cursou bacharelado em composição na Uni-Rio, e iniciou a carreira em 1998, trabalhando com alguns corais, tocando com alguns cantores e escrevendo arranjos. Tem 13 discos lançados! Entrou na turma na gravação do disco. Desde então, agita a moçada do Baile com sua sanfona intensa!

Rafael dos Anjos, nossa figura do violão:

Brasiliense, é da nova geração da nossa música, mas com o seu violão super contemporâneo, já acompanhou bastante gente, como Arlindo Cruz, Paulo Moura, Sivuca e Dominguinhos, entre outros grandes nomes! Também é um arranjador incrível! Começou a tocar violão com 11 anos e hoje com a sua criatividade ímpar, leva uma mistura rítmica para os pés e corações do público do baile pelo Brasil e pelo mundo!

Guto Wirtti, o gaúcho do contrabaixo:

De família musical, começou a tocar violão aos 6 anos de idade e aos 12 já trazia o contrabaixo debaixo do braço, passando a trabalhar com artistas locais. Estudou em Salvador e se mudou para o Rio de Janeiro a convite de Yamandu Costa. Aqui, além de tocar com o violonista, passou a trabalhar com diversos outros artistas de peso da nossa música, como João Bosco,Nicolas Krassik, Leo Gandelman, Gabriel Grossi, Marco Pereira, Luiz Melodia, Mart’nália e tantos outros.

Com toda a sua versatilidade, é um dos principais nomes do contrabaixo brasileiro! E para a nossa alegria, ele integra a banda do Baile do Almeidinha, transpondo a sua experiência e criatividade pro calor das noites de Baile! Ôh sorte!

Thiago da Serrinha, nosso grande percussionista:

Criado nas rodas dos morros cariocas, carrega no sangue e no nome a tradição do Jongo da Serrinha, manifestação cultural associada à cultura africana no Brasil e que influiu poderosamente na formação do samba carioca.

Além de percussionista, é cavaquinista, bandolinista, compositor e produtor. Apesar de jovem, já tocou com bastante gente de peso, como Elza Soares,Mariene de Castro e Wilson das Neves! Suas ideias rítmicas sensacionais desenham o nosso baile, marcando os passos e cadenciando os quadris da moçada!

Xande Figueiredo, um dos maiores bateristas brasileiros:

Começou a tocar bateria aos 13 anos e estudou percussão clássica na Escola de Música Villa-Lobos. Desde então já tocou todo tipo de música, dominando com segurança diversos gêneros. A lista de artistas com quem já trabalhou não tem fim! Nela, figuram nomes como Leila Pinheiro, Leo Gandelman, Sivuca, Cazuza, Carlos Lyra, João Bosco, Ed Motta, Elza Soares, Baby do Brasil, Rosa Passos, Johnny Alf, Leny Andrade e tantos outros! É uma honra e um luxo só ter suas baquetas nas nossas noites de Baile do Almeidinha!

Aquiles Moraes, nosso super trompetista:

Ele começou a estudar música cedo, em 1998 na banda Sociedade Musical Fraternidade Cordeirense aos 8 anos de idade! Seguiu os estudos na Escola Portátil e na Unirio. Já tocou com uma super galera, como Wynton Marsalis, Maurício Carrilho, Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Mônica Salmaso, Ney Matogrosso e tantos outros gigantes da música. Atualmente, é integrante de vários grupos de música instrumental, como Os Matutos! O Baile do Almeidinha muito se alegra por nos presentear com toda essa sua força, criatividade e brasilidade no sopro!

Eduardo Neves, o gigante do sopro:

Ele já tem mais de 30 anos de carreira! Tem um forte trabalho autoral e também arrasa quando está em grupos. O nosso flautista e saxofonista teve Carlos Malta como professor aos 10 anos de idade, e mais tarde o maestro Copinha. Nascido e criado no Rio de Janeiro, começou a tocar com gente grande ainda jovem. Já acompanhou nomes como Tim Maia, Hermeto Pascoal, Zeca Pagodinho, Luiz Melodia, Elton Medeiros, Johnny Alf, Dona Ivone Lara, Milton “Bituca” Nascimento e tantos outros! Além disso, já lançou 3 CDs próprios: “Balya” (1994), “Pagode Jazz Sardinha’s Club” (1999) e “Gafieira de Bolso” (2003). E é com toda essa experiência e singularidade que o seu sopro agita as noites ao lado da banda do Baile do Almeidinha!

Frango Kaos, o nosso técnico de som alto astral:

Ele é fundamental pra tudo ocorrer bem no Baile! Sem ele, o som chegaria meio caótico até nós. Nascido em Taguatinga, no Distrito Federal, é uma figura conhecida na cena do rock de Brasília com a sua banda de hardcore “Galinha Preta”. Cantor e compositor, ganhou o apelido de Frango antes de ser integrante da banda, quando ainda criança. Magrelo e com um cabelo moicano, estava em uma tarde normal com seus amigos do colégio, quando foi chamado assim por uma menina que passava. O apelido pegou e hoje ninguém mais o chama de Ricardo Silva.

Marcos Portinari, um principais idealizadores do Baile:

Ele foi um dos pioneiros no bodyboard no Brasil. Viajou o mundo pegando ondas e chegou a morar fora por um tempo. Quando voltou ao Brasil, desenvolveu um projeto de um espaço multimídia no lounge que havia no Rio Design Leblon, numa época em que era tido como novidade. Havia computadores abertos ao público, além de palestras, peças de teatro e shows. Hamilton de Holanda, então, foi um dos convidados para tocar no espaço. E foi assim que em 2004 eles se conheceram e Portinari tornou-se o seu empresário, produtor e agora parceiro musical!

Ele é um cara que está sempre à frente do seu tempo. Com a sua mente criativa, está antenado a tudo! O Baile do Almeidinha surgiu em meio a uma conversa com Maria Juçá. Eles pensavam em fazer um show para as pessoas dançarem, a ideia se desenvolveu e já se vão 5 anos de sucesso de Baile! Viva! Obrigadão Portina!

Fellipe Cabral, o nosso querido assistente de produção:

Fellipão, como a equipe o chama, é o assistente de produção do Marcos Portinari. Esse rapaz alto astral ao lado da estátua do Pixinguinha nasceu no Rio de Janeiro e trabalha com o Hamilton de Holanda e o Portinari há 8 anos! Faz de tudo um pouco e está sempre à postos pro que precisar! O Império Serrano circula em suas veias e tem raízes no carnaval carioca. E é com toda essa energia que suinga para que tudo ocorra bem no Baile!

Vivi e Maria, o nosso duo da comunicação:

A nossa assessoria de imprensa é especial. É uma dupla incrível que organiza as informações sobre o Baile para que elas cheguem da melhor maneira até o público.

A nossa querida Vivi Drumond está presente na divulgação desde o nascimento do Baile em 2012, quando ainda trabalhava no Circo Voador. Hoje, faz a comunicação em parceria com a casa de shows. Formada em jornalismo pela Faculdade Facha do Rio de Janeiro, é responsável pela assessoria de imprensa e pela movimentação das redes sociais de diversos músicos sensacionais como Geraldo Azevedo, Hamilton de Holanda e Pedro Luís. Ela tem como braço direito a sua estagiária Maria Carolina, a caçula da equipe. Estudante de jornalismo da PUC-Rio e de família musical, Maria trabalha ao lado da Vivi desde o início do ano e já é considerada da casa.

Circo Voador, a nossa casa:

O Baile nasceu nos bastidores do Circo em 2012. Em uma conversa entre Maria Juçá, Marcos Portinari e Hamilton de Holanda surgiu a ideia de fazer um show para as pessoas dançarem. Eles se empolgaram e desenvolveram algo parecido com a “Domingueira Voadora”, projeto que Paulo Moura e Severino Araújo fizeram no Circo há alguns anos.

Desde então, já se passaram 5 anos de sucesso com mais de 200 convidados sensacionais e com um público agitado! A casa sempre nos abraça de uma forma super calorosa com todo o clima incrível da equipe e do espaço, nos deixando bem à vontade. Já voamos para outras cidades do Brasil e da Europa, mas voltar para o Circo tem sempre um gostinho especial! Viva o Circo Voador!

O público, um dos personagens principais:

É uma galera bem variada, tem gente de todas as idades, de todas as tribos e de todos os jeitos! Tem o pessoal que dança como típicos bailarinos de gafieira, tem os que dançam sozinhos, tem aqueles que só se balançam, os que soltam o gogó e cantam junto os temas populares e aqueles que ficam só ouvindo o som. Que mistura boa! Com geral respeitando seus espaços. Um super obrigado a vocês que sempre nos recebem de braços abertos com tanto carinho e de forma tão calorosa!

Casa de Bituca

Casa de Bituca é a oportunidade de celebrar dois universos: o quarto disco do grupo Brasilianos comemorando 10 anos de existência e uma homenagem a Milton Nascimento, um dos maiores músicos brasileiros vivos, de quem todos do Hamilton de Holanda Quinteto somos fãs. Casa de Bituca, foi gravado, contando com o ensaio, em dois dias. Em junho de 2016 fomos para o estúdio com a intenção de gravar alguns vídeos, nos reunir para celebrar a data e levantar um novo repertório para um show. Selecionamos aleatoriamente algumas das tantas composições e sem muito pensar nasceu Casa de Bituca. Entre mixagem, edição, muitos shows e viagens o tempo passou. No final ainda de 2016 reunimos em juiz de fora para gravar com o convidado de honra Milton e como ele diz os amigos! Decidimos também chamar a querida Alcione para cantar e arrasar em Travessia. Uma das músicas do repertório tem um historia paralela “Mar da Indiferença”, gravada inicialmente instrumental, composição que Hamilton e eu fizemos no meio do desgosto de ver a banalidade de uma foto de uma criança refugiada morta estampada nos jornais. A canção nos serviu como antídoto a catarse do fim do mundo e ambos sentimos que nela tinha apoderado-se o DNA de Bituca e para completar a homenagem decidimos inclui-la em Casa de Bituca. Até janeiro de 2017 ficamos pensando se colocaríamos voz ou não e na dúvida Hamilton decidiu ele mesmo cantar com a elegante ajuda de nossas crianças, esposas e os bebês do Dani e do Musy como a renovação na esperança. Viva Bituca! Viva Brasilianos e que venham mais 10, 100 mais 1000 anos celebrando a amizade e música!

Ouça na sua plataforma preferida:

iTunes: http://apple.co/2oTlOi4
Spotify: http://spoti.fi/2pGhTJl
Appple Music: http://apple.co/2oQbiaG
Deezer: http://bit.ly/2ptCtvB
Google Play: http://bit.ly/2qez0Ss
Napster: http://bit.ly/2oFkEdU

Em construção.. Casa de Bituca!

Em breve, as portas da Casa estarão abertas para poder receber o público. Não haverá restrições de horário de visitação e, logo, as entradas estarão disponíveis no balcão da Biscoito Fino.

Ela foi construída sobre um solo bem brasileiro, moldada por um mineiro, planejada e erguida por um quinteto de pedreiros sensacionais que estão comemorando 10 anos de parceria, com uma série de edificações já expostas ao público.

Ela está viva. É uma morada que pulsa num andamento único e que te atrai para o interior. Adentrar por entre as suas paredes é daqueles poucos momentos que sacodem a alma da gente. Apesar de não verbalizar, é abarrotada de significados. Cada um a verá de uma forma diferente. Lá você poderá remontar memórias, momentos, sentimentos, sensações, estudá-la ou somente apreciá-la. É fácil se perder e ficar horas por ali, então aproveite e brinque com suas travessias, com suas esquinas e suas pontas.

Ao todo, tem 11 cômodos bem singulares. A arquitetura da maior parte deles vocês já devem conhecer, mas foram erguidos a partir de uma releitura. Foram olhares, mãos e pensamentos que trouxeram uma bagagem única com traços peculiares marcantes, tornando o já conhecido em algo completamente novo.

Uma dica que a equipe sempre dá é: entre com os pés descalços e deixe os sapatos na soleira, para sentir melhor a base que a sustenta.

Seja bem vindo e fique à vontade nesse nosso ambiente que tem um quê de mata, de tempero e de jogar malha. Ela cresce para todos os lados. Nela tudo cabe. E, por fim, permanecerá em nós. Vem aí, CASA DE BITUCA, novo CD do Hamilton de Holanda Quinteto.

Hamilton de Holanda comemora aniversário no Baile do Almeidinha

Hamilton de Holanda celebra seu aniversário com edição classuda do Baile do Almeidinha, nesta quinta, no Circo Voador. A noite festeira contará com convidados de peso, a começar pelo cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo. A cantora, multi-instrumentista e atriz Lucy Alves estará presente desfilando um repertório irresistível, depois o som se tornará grave com a presença do renomado baixista Arthur Maia. Hamilton receberá ainda o violonista Daniel Santiago, parceiro de Hamilton no aclamado Quinteto Brasilianos. O brasiliense Esdras Nogueira faz o show de abertura. Na discotecagem, com o seu repertório imbatível: DJ Lencinho. Os portões abrem 20h30!

Hamilton de Holanda e sua magnífica banda (Eduardo Neves – sopro, Aquiles de Moraes – Trompete, Guto Wirtti – baixo acústico, Xande Figueiredo – bateria, Thiago da Serrinha – percussão, Rafael dos Anjos – violão, e Marcelo Caldi – Acordeon), realizam dois sets de 1h15 com clássicos da música brasileira que passam por Tom Jobim, Pixinguinha e Paulinho da Viola, além de composições autorais.

Agora os ingressos do Baile do Almeidinha são vendidos antecipadamente. O primeiro lote sai por R$ 20. Aproveitem!

Participações: Geraldo Azevedo + Lucy Alves + Arthur Maia + Daniel Santiago
Abertura: Esdras Nogueira
Pista: DJ Lencinho
Data: Quinta, dia 30 de março de 2017
Abertura dos portões: 21h
Ingressos a partir de R$ 20.

Crônica sobre um tal Almeidinha…

Há quatro anos que os amantes do Baile do Almeidinha se perguntam quem é esse tal Almeidinha que dá nome ao Baile comandado por Hamilton de Holanda, que virou sucesso em todo Brasil ?

Almeidinha, servidor público exemplar, pessoa integra que tem a ética como o seu bem. Dedicado, dono de um alegre sorriso estampado, trata igual à todos. Na sua cartilha defende o funcionalismo público à que se dedicou por inteiro e diz “ Minha profissão é injustamente mal afamada, e muito em virtude desses apadrinhamentos e uso político-eleitoreiro que sempre se fez dele, principalmente a pouca vergonha da barganha para favores eleitoreiros. E você que me conheçe sabe que não sou adepto da carteirada ou do infame Sabe com quem você está falando?”. Por isso não acha graça ou admite piadinhas do tipo. Acredita que quem exerce honradamente a sua função e atribuição merece total reconhecimento e isso desenrola enveredando numa teia das suas teorias “ Veja os professores, dedicam toda uma vida à nos formar cidadãos e qual a valorização que recebem? Nenhuma! O que ganham? Quase Nada perto da responsabilidade de alimentar as almas dos alunos. Precisam de ter outro trabalho, plano de saúde e o que ganham mal se dá para colocar comida no bucho. É dar muito pouco e querer demais e depois reclama-se dos cidadãos que temos?”.

Mas não é só de trabalho que vive Almeidinha, ele adora a vida através da pespectiva de seus selos, com eles realiza seu sonho de voar e faz um alerta – “Coleção de selos não é o mesmo que filatelia, seu estudo. Um verdadeiro filatelista é como um detetive que está sempre atento aos pequenos detalhes.” Pode passar horas, dias, semanas ou anos viajando pelo mundo sem sequer sair de casa, sempre na tentativa de desvendar qualquer vestigio que revele por onde andou, qual tipo de cola ou mistura disponíveis e a maneira utilizada por exemplo o dedo, um pincel ou os labios e por ai vai…

No começo da infância a sua coleção, tipica de todo iniciante, não seguia nenhum critério, a variedade era tão grande quanto a curiosidade, até que com os anos decidiu-se especializar na sua outra paixão de colecionador – seus passaros – ou melhor seus melhores amigos: canarios, arapongas, rolinhas, corrupiões, pardais, pintassilgos e rouxinois. A dedicaçnao de Almeidinha é tanta que pode-se até sem diploma chama-lo de Ornitólogo com especialidade na Canaricultura de estudo relacionado exclusivamente sobre a criação de canários de cativeiro “ Vc sabia que para um pardal, a média de 250 vezes por segundo de abertura e fechamento das cordas vocais é o necessário para produzir as melodias maravilhosas que ouvimos.  E que esta variedade de contrações musculares permite que cada pássaro tenha um repertório próprio para sua espécie, destinado a cada situação.” Ele acha tudo isso incrivel !!

Almeidinha está em seu paraiso mora em casa própria, herança dos pais, e pouco precisa para sobreviver. Assim pode se dedicar as suas paixões..

Mas numa sexta-feira de carnaval, de ponto facultativo, foi trabalhar. O calor infernal o barulho das buzinas e gritaria das pessoas, a sujeira colorida das calçadas o fez sentir o peso do fim de um expediente que nada aconteceu. A volta para casa de poucas conduções disponiveis foi tranquila pois diferente dos outras voltas o trem estava vazio, chegou em casa tirou sua calça de linho e camisa branca engomada suada quando de repente viu a ponta de um iceberg que até hoje procura por seus limites, uma tragédia! Um de seus prediletos, “o Barão”, tinha sido devorado pelo gordo gato do vizinho  Almeidinha caiu duro no frio chão de ladrilhos, e por lá ficou por algum tempo.

Levantou e não acreditou o que tinha acontecido. Olhou para aquele monte de gaiolas e por mais doido que possa parecer se viu repetido em cada uma delas. A unica coisa que era diferente era a cor da sua camisa e seu canto. Será que tinha morrido? pensou. Será que estou louco? E olhava para as gaiolas e os varios clones pulavam de um lado para o outro cantando. A cena de Dali, ele conhecia bem dali pelo um selo comemorativo que tinha recebido de um amigo da repartição que sabia de sua paixão filatelista. De volta a gaiola ele começøu a sentir caustrofobia e as barras frias mais pareciam uma, uma, uma prisão….Prisão ? Mas eu amo meus pássaros, compro a melhor ração, agua filtrada, limpo as gaiolas todos os dias, aprecio seus cantos suas conversas. Um dia li numa revista enquanto esperava no consultorio dentário que a grande variedade de notas musicais registradas pelos pássaros nos cantos matinais tem sido através dos séculos motivo de inspiração para músicos, poetas, artistas e qualquer indivíduo que tenha o prazer de ainda poder ouvir o canto dos pássaros onde mora. “

Mas que coisa é esse que está acontecendo? Foi pela sua incapacidade em gritar que deu um grande estalo e começou como num espelho perceber que apesar de tudo, esses passaros mereciam liberdade, mereciam voar coisa que hoje até imagino que não saibam mais. Talvez se até abrir essas gaiolas por mais cuidadas que sejam, nunca se comparará a voar na briza do campo pousar no alto de uma mangueira e saborear uma manga , um jambo, uma jaca mole pois é e acoado na lembrança de tantas tentativas, em seu departamento, de suborno – e aquela gaiola vazia que tinha cido cena de um crime passional,  Almeidinha teve pela primeira vez em seus 42 anos de existencia, uma explosão de emoções foi quando uma coisa nova o libertou –  Soltar em voz altiva um palavrão:  PUTA QUE PARIU !!!

E apartir dai Almeidinha nunca mais foi o mesmo……