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HAMILTON DE HOLANDA

Mídias / Discos & Partituras


TRIO

Abril.2013 | Discos

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    NOME DA FAIXA ÁUDIO PARTITURAS
NOME DA FAIXA ÁUDIO PARTITURAS
Capricho de Raphael [+ INFO]

Uma das minhas referências mais importantes como instrumentista e como inventor é Raphael Rabello. Esse capricho tem um estilo que se aproxima muito do corta-jaca de Chiquinha Gonzaga, mas com um acento africano mais aparente e com uma escala com um sabor ibérico, lembrando da influência flamenca na música de Raphael.

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Capricho do Sul [+ INFO]

Esse tem o sabor da música ternária tocada no sul do Brasil. A convivência com Yamandu, Guto Wirtti e Bebê Kramer me dá cada vez mais gosto por essa cultura. Ela foi composta em um tom que normalmente não se toca o bandolim, que é o Fá menor. A sensação que a tonalidade provoca é fundamental em algumas composições.

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Negro Samba [+ INFO]

Título auto-explicativo. O importante nessa música é o swing. A melodia é muito simples, harmonia bossa-noveana com uns empréstimos modais de Milton Nascimento pra dar gosto de Minas.

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Sinhá [+ INFO]

(João Bosco e Chico Buarque) Nela se ouve a essência mais bela de um estilo que conhecemos como MPB. Especialmente com um quê de Choro, de Villa-Lobos. Também de milonga, de lundu. Acho que é um novo clássico, assim como “O bêbado e a equilibrista” e “O que será” foram um dia.

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Capricho de Espanha [+ INFO]

Música com a atmosfera da harmonia hispânica feita em compasso de 5 tempos com o swing da música brasileira. Em alguns momentos, lembra de passagem a Santa Morena do mestre Jacob do Bandolim. O rítmo também se inspira no merengue venezuelano.

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Capricho do Carmo [+ INFO]

Carmo é a cidade onde nasceu o compositor Egberto Gismonti, a quem dedico esse capricho. O rítmo dela, não sei qual é exatamente. É uma mistura matemática de compassos feita pra soar musical, onde a busca pela fluência se encontra com a sensação harmônica medieval, um pouco até irlandesa. É o encontro da precisão dos números com a poesia da vida.

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O Que Será? [+ INFO]

(Chico Buarque) Já tinha gravado só com o bandolim de 10 cordas, que aqui ganha a moldura perfeita. Dá vontade de dançar. Como é saboroso o rítmo latino ! Dedico essa interpretação ao grande pianista cubano Chucho Valdés.

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Desejo de Mulher [+ INFO]

Fox-fado com um toque jazzístico. Impressionante a sensação que uma lixa de parede nos dá quando é tocada bem e captada por um belo par de microfones. Nessa, a tonalidade e os acordes dão um certo ar de mistério ao tema da música.

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Capricho de Santa Cecilia [+ INFO]

Feita para a padroeira dos músicos. É uma mistura de baião com samba de roda, bem difícil de tocar no bandolim. É cheia de acordes que Luiz Gonzaga gostava, melodicamente muito nordestina. Alegria pura.

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Aboio [+ INFO]

(Hamilton de Holanda e Yamandu Costa) É o terceiro movimento da Suíte Interiores. Lembra do sofrimento da seca, do gado magro, da falta de comida. Verdade dura que vivemos no Brasil. É um lamento, um toque de vaqueiro que não sabe que dia vai chover novamente.

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Pai [+ INFO]

(Baden Powell) Mais um afro-samba do mestre Baden, uma fórmula que só dá certo. Melodia de rápida compreensão, simples e direta. Tem uns intervalos entre as notas que dão uma sensação de coisa bem feita. Acordes também de uma simplicidade admirável, mas também com umas notinhas que incrementam a harmonia. E o rítmo que inspira as mais belas danças.

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Teba [+ INFO]

Fiz pra agradar minha mãe, claro. Mas também porque acho um nome emblemático. Gosto do som da palavra, é nome de música mesmo.

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TRIO

 

Produção Executiva : Marcos Portinari & Hamilton de Holanda 

Assistente de Produção : Fellipe Cabral 

Gravado e Mixado por Daniel Musy no estúdio Fibra – Fevereiro 2013 

Assistente : Tércio 

Masterizado por André Dias Post Modern Mastering – Março 2013 

Foto capa: Hengki Koentjoro 

Fotos encarte: Marcos Portinari 

Arte: Fernando Salles

 

Hamilton de Holanda usa bandolim 10 cordas Tércio Ribeiro e Cordas Elixir 

 

Hamilton de Holanda - Bandolim 10 cordas 

André Vasconcellos - Contrabaixo 

Thiago da Serrinha - percussão 

 

* participação Marcos Portinari, Daniel Musy e André Dias nas palmas, voz e assobio.

 

TRIO

 

Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos na vida deste músico, que contagia platéias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios. Com técnica soberba e brasilidade absoluta, seja no palco ou no estúdio, Hamilton tira o fôlego de qualquer um com suas interpretações e performances cheias de emoção. Sua versatilidade lhe permite se apresentar com propriedade em qualquer formação.

 

Seu mais recente trabalho Hamilton de Holanda Trio é formado por Hamilton de Holanda (Bandolim 10 cordas), Thiago da Serrinha ( Percussão) e André Vasconcellos (Contrabaixo), formato acústico que recria a intimidade e densidade de um show solo mas sem perder a pressão e alegria caracteristicas no trabalho do instrumentista. Uma formato de caracter universal comunicativa com qualquer platéia do mundo e com essência 100% brasileira.

 

André Vasconcellos é referência no contrabaixo Brasileiro e a simbiose com Hamilton foi criada pois tocam juntos desde longa data, já Thiago da Serrinha criado nos morros cariocas e que carrega no sangue e no nome a tradição do jongo da serrinha, divide uma formação no palco pela primeira vez.

 

Hamilton aos 36 anos e 31 anos de carreira profissional, começou a tocar aos 5 anos tido como um prodigio, aos 6 estava no Fantástico e hoje pelo mundo é um transgressor do Bandolim e criador da técnica de se tocar o 10 cordas libertando o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros.

 

identifica-se nos solos deste brasiliense nascido no Rio de Janeiro, a assinatura Hamilton de Holanda. Sua maneira de tocar, o aumento do número de cordas e decibéis, aliados à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração e um novo som. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não importa.

 

A busca de Hamilton não é do novo, e sim de uma música focada na beleza e espontaneidade. Diante dele, existe um novo mundo cheio de possibilidades. Seu norte é “Moderno é Tradição”, o importante não é passado, nem futuro, mas sim, a intercessão entre esses dois, exatamente onde se confundem, o momento presente, o “é” - aqui e agora.

 

No repertório Hamilton apresenta as suas novas composições e alguns dos Caprichos (inspirados nos caprichos de Paganini) que foram compostos por ele para servirem de estudo/método do Bandolim 10 cordas (que deverá sair em breve) alem é claro de clássicos de Chico Buarque, Baden e Vinicius e muito mais. 

 

COMO FOI GRAVADO ?

 

GRAVAÇÃO DO TRIO   por Daniel Musy

Estúdio Fibra – Rio de Janeiro

 

Domingo, 27 de fevereiro de 2013. Chegou o dia de começarmos mais um disco com o Hamilton de Holanda, dessa vez, o Hamilton de Holanda Trio.

 

Já trabalhamos juntos há vários anos, e cada vez que projetamos um novo disco, procuramos algo diferente, novo, e inovador! Havíamos feito o Hamilton com banda, solo, quarteto, quinteto, sinfônico, e agora, o formato em TRIO trazia novos desafios técnicos!

 

Sempre me esforço pra que o processo de registro de um disco seja um momento especial, gostoso e leve para o artista : o estúdio expõe o artista e toda sua fragilidade e, se tratando do Hamilton existe um preocupação redobrada em fazer com que a “mágica” do momento seja registrada!

 

Como viemos fazendo em todos os discos, decidimos gravar o TRIO ao vivo. Hamilton,  André e Thiago tocariam juntos  sem “overdubs”.

Para que tivésssemos uma unidade sonora bem grande, procurei escolher prés e microfones que ajudassem nessa estética.

 

Pré Amps

 

Todos os prés de microfones utilizados foram Neve. Alguns da marca Brent Averill, alguns da marca AMS neve, mas todos com a mesma característica sônica. Lá no FIBRA temos uma quantidade bem grande desses prés o que possibilita essa escolha, temos a linha 1073, 1081, 1072.

 

Microfones

 

A escolha de microfones foi bastante cuidadosa também. Encontramos uma combinação para o bandolim do Hamilton que funciona muito bem. AKG 414 EB junto com um DPA 4009, ambos ligados em um par de Neve 1073.

 

Para o contrabaixo do André, também encontramos uma combinação bem bacana desde a gravação do Brasilianos 3 que é : Neumann M149 e Royer R122, ambos ligados em Neve 1073. O Royer é um microfone de ribbon que gosto muito e traz um grave bastante interessante pro instrumento do André, o que vem agradando bastante a ele e a todos nós.

 

Para a  percussão do Thiaguinho, fizemos uma experiência que deu muito certo, pois queria registrar basicamente um bom LR. Claro que microfonamos tudo, mas queria um LR onde reproduzisse de forma muito natural seus timbres, dinâmicas e movimentos. Para isso usamos um par de microfones condenser da Charter Oaks 538A ligados a dois prés Neve 1081. Recentemente fui contactado pelo pessoal da Studio Brazil e me apresentaram esses microfones. Realmente o Charter Oak trouxe um sabor muito especial para a percussão, e ficamos muito felizes com o resultado. Além disso, foram usados: Wunder U47 fet no bumbo, Shure Beta 57 na caixa e repique, AKG 414 TLII nas congas, e AKG 451 EB nos efeitos e perfumarias. Alimentei todos esses microfones em prés Neve 1081.

 

 

Gravação e Mixagem

 

Gravamos o projeto em ProTools HD 24 bits 96K. Pelo fato do FIBRA estar bastante equipado e com uma coleção de outboards muito grande, optamos por não usar absolutamente NENHUM plugin no processo, nem gravando, nem mixando. Essa opção realmente fez com que a resolução do áudio ficasse muito alta. O André Dias, engenheiro de masterização, além de grande amigo e parceiro, participou do projeto desde o início. O fato de nossos estúdios ficarem em um mesmo complexo nos demos o “luxo” de no primeiro dia de mixagem  André subir com duas músicas para que fizéssemos um trabalho em conjunto, buscando ao máximo a excelência no resultado final.

Mixamos o disco em um SSL Matrix, e como disse, não utilizamos nenhum plugin. Pouquíssima equalização foi adicionada a mixagem, apenas algo corretivo, utilizando equalizadores Neve 1073, SSL 4000 e SSL 9000. É importante também dizer que procuramos usar pouca compressão para preservar a dinâmica natural do TRIO. Gosto muito do DBX 160VU no bandolim e no contrabaixo. Esses compressores são incríveis. Usei um compressor NEVE 33609 no bumbo do Thiago, apenas. O objetivo era ter uma mixagem natural e com muita resolução, pois sabíamos que o disco seria masterizado em uma ATR 102 e aproveitaríamos a compressão mágica da fita que esse equipamento traz... e DEU CERTO!

 

        

 

 

 

 

MASTERIZAÇÃO DO TRIO   por André Dias

                 Estúdio Post Modern Mastering – Rio de Janeiro

 

O clima era de festa, estávamos ansiosos, pois seria oficialmente o primeiro álbum a ser masterizado por Tape Layback usando a ATR 102 !  Nossa máquina é um exemplar muito especial. Totalmente reformada e customizada por Mike Spitz, na ATR Services, Pensilvanya, EUA, equipada com Electrónica Aria Reference Series e cabeças de 1/4" e  1/2" Flux Magnetics com resposta de frequência extendida. 

 

A masterização começou desde as gravações. Acompanhei todo o processo de gravação brilhantemente conduzido por Daniel Musy. O fato de nossos estúdios estarem localizados no mesmo complexo nos proporciona uma interação muito funcional e precisa. 

No primeiro dia de gravação eu peguei duas faixas com o Dan e Hamilton e capturei para a fita para começar a ouvir e experimentar diferentes opções de velocidade e de eletrônica para observar o comportamento e resposta da unidade do registro. 

Ouvimos os resultados em um teste A/B no Fibra e, nesse momento, a magia do som da fita analógica invadiu os corações de todos no estúdio ! 

 

Levei alguns dias experimentando diversos alinhamentos na ATR, ouvindo e comparando os resultados.

Eu queria precisão absoluta. A maioria das faixas eram resultado de takes únicos, sem edições, sem over dubs !  Isso foi só mais um motivo para alimentar a obsessão de capturar a mixagem da forma mais precisa possível, para que eu pudesse lapidar a coesão brilhante da execução e as texturas dos três instrumentos. Eu usava sempre 7 tons de alinhamento, 1K, 10K, 15K, 18K, 100Hz e 50Hz. 

Desde quando comecei a pensar na masterização desse disco,  eu tinha certeza de que não queria usar compressores e limiters.  Usaria apenas a compressão mágica e a suavidade da fita analógica.

 

Quando utilizamos a fita analógica, se o sinal capturado ultrapassar o "limite dos 0dB", dependendo das características da fita e das configurações de calibração, a forma de onda é comprimida por propriedades físicas da fita – quanto mais quente o sinal de entrada, maior será o efeito, conhecido como "saturação de fita". Como resultado temos picos arredondados em vez de cortados, o que se traduz em um som mais amplo, mais quente, rico, suave, com textura e definição incríveis. Uma magia que proporciona uma audição extremamente agradável ao ouvido humano.

 

O passo seguinte foi então capturar os arquivos digitais em alta resolução (24 bits/96kHz), para comercialização em High Definition e Mastered for iTunes (MFiT).

Para o CD, os arquivos foram convertidos para 16bits/44.1kHz usando Weiss Saracon.