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HAMILTON DE HOLANDA

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HAMILTON DE HOLANDA & O BAILE DO ALMEIDINHA

Baile que busca reviver as famosas gafieiras. HAMILTON DE HOLANDA e a Magnífica banda do BAILE DO ALMEIDINHA esquentam o baile, colocando todo mundo para riscar o salão.

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Essa história começou nos bastidores do Circo Voador. Em algumas conversas com Maria Juçá e Marcos Portinari, a Sra. Circo Voador e meu parceiro querido, eu ouvia os dois falarem: Vamos fazer um Baile! Você precisa fazer um Baile pras pessoas dançarem. Algo parecido com o que foi feito no Circo pelo Paulo Moura e Severino Araújo .

Eu ouvia e ficava pensando, será que dá certo? Já tinha tido algumas poucas experiências parecidas, algumas boas, outras nem tanto. A dúvida mexia com a cabeça. Ao mesmo tempo, a vontade de fazer um projeto bem carioca, no Rio de Janeiro, e que pudesse ser o começo de algo consistente, leve e com vida longa me dava motivação. Poder gozar do público do Rio, também estar mais perto da família, já que as viagens estão cada vez mais constantes, poder compartilhar da música com músicos experimentados e novos, tocar e ver as pessoas dançarem, tudo isso me animava .

E qual seria o nome? Precisávamos de um nome simples, alegre, simpático . Sem pensar, Baile do Almeidinha*! Eureka! Concordamos imediatamente. Daí convidamos alguns amigos músicos que adoraram a ideia e vestiram a camisa desde o começo. Na verdade, a camisa já estava vestida há algum tempo porque já tínhamos compartilhado o palco, o sol e a lua: Guto Wirtti, no baixo acústico, Edu Neves, flauta e saxofone, Rafael dos Anjos, violão, Xande Figueiredo, bateria e Thiago da Serrinha, na percussão .

No primeiro ensaio de reconhecimento do território o som rolou legal! Algumas coisas foram faladas: que o ritmo com balanço, swingado, no tempo pra dança, seria o foco principal. Improvisação e temas populares que o público pudesse cantar conosco. No próprio ensaio já rolaram uns vocais bem bacanas. Músicas de compositores brasileiros como Luiz Gonzaga, Tom Jobim, Cartola, Chico Buarque, Baden Powell, Egberto Gismonti, Nelson Cavaquinho, Milton Nascimento, Sivuca, Hermeto Pascoal, Adoniran Barbosa, Pixinguinha, entre outros que fazem a festa ficar bem alegre. Muita coisa saiu com aquele ritmo do jazz latino, um astral afro, latino e caribenho. E também tocamos músicas autorais, novas ou antigas. Terminamos o ensaio e eu tive a certeza de que aquilo se repetiria por muitas vezes .

Durante mais de dois anos, muita alegria, bailes inesquecíveis, convidados especiais (alguns até mais de uma vez, agradeço a todos eles com bastante carinho), um repertório ‘crescente e constante’. Vale citar o baile que homenageou Dominguinhos logo na semana de sua partida – que teve como convidados Pretinho da Serrinha e Marcelo Caldi. A sensação ali era a de que o público tinha entendido  e curtido nossa proposta em sua essência, em relação ao repertório e como ele era apresentado, e também ao evento como um todo. Sempre tem uma turma que gosta de dançar como típicos bailarinos de gafieira, dançarinos de salão, tem um pessoal que gosta de dançar sozinho mesmo e tem aqueles que ficam só curtindo o som. E o tempo passa rapidinho, nem percebemos quando acaba depois de, no mínimo, duas horas e meia de música. Nesse período ainda tivemos a efetivação na “Orquestra” do trompete de Aquiles Moraes, jovem revelação do instrumento .

Para comemorar os três anos de Baile do Almeidinha, sentimos a necessidade de registrar, de gravar um disco. O Marcos Portinari sugeriu que gravássemos um disco só com músicas nossas. À essa altura já temos algumas composições nossas testadas e aprovadas pelo público .

O repertório tem composições minhas, do Edu Neves e do Guto Wirtti. Os arranjos são baseados nos originais de cada música com sugestões de todos os componentes – ideias rítmicas do Xande e do Thiaguinho, os naipes propostos pelo Edu junto com o Aquiles, as harmonias do Rafael e a visão das estruturas das músicas do Guto, isso só pra resumir. Vale lembrar que todos são improvisadores.

Muito importante também o trabalho da nossa equipe de áudio. O Frango já trabalha conosco há um tempo e tem feito o som para o público (PA) que é sempre elogiado. Ele tem a colaboração do Bruno Lee nos monitores. A gravação e a mix (design de som) do disco têm a assinatura do Daniel Musy – Estúdio Fibra, que, se não me engano, está fazendo isso pela décima quarta vez junto comigo. E a masterização é responsabilidade do André Dias, que tem o trabalho considerado como artístico. Destaque também para o trabalho gráfico do Enio Souza e sua equipe – Paulo Brabo, Daniel Bileski e Equipe Human Design – que acharam as curvas e cores certas das ilustrações e do projeto gráfico como um todo. Mas, melhor do que todas essas palavras é a gente ouvir, curtir e dançar. Bom proveito!”, Hamilton de Holanda

*Baile do Almeidinha : A origem do nome Almeidinha não é muito clara, ainda não descobrimos a verdadeira identidade de nosso personagem.

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